A história dos samurais se confunde com a da espada japonesa, cujo surgimento data do século 5 d.C. com o desenvolvimento de espadas influenciadas por modelos chineses conhecidas como chokuto. Porem, conforme a transfiguração das batalhas, foi necessário mudar o estilo da espada para atender às necessidades dos guerreiros eqüestres. A lâmina ficou mais curva, longa e afiada, aumentando seu poder de corte. Essas espadas ficaram conhecidas com tachi. Com as mudanças nas espadas, estas adquiriram identidade própria, afastando-se dos modelos chineses, dando origem ao nome nihonto, que literalmente significa “espada japonesa”. No século 11, o nihonto, já havia adquirido seu estilo peculiarmente curvo e as espadas eram forjadas. Surgiu também um modelo de espada menor, com cerca de 30 centímetros, chamado tanto que servia como arma de apoio e era utilizada com apenas uma mão.

Com as invasões mongóis no século 13, percebeu-se certas falhas no tachi o que levou ao desenvolvimento de outros tipos de espadas. Na segunda metade do século 16, vieram os últimos ajustes na espada japonesa e a partir daí, os guerreiros passaram a carregar à cintura um conjunto de espadas conhecidas como Daisho, composto de uma espada longa de nome katana (a clássica espada samurai), que mede entre 60 e 80 centímetros e wakizashi (a espada curta) que mede em torno de 50 centímetros. Essas espadas eram o símbolo-distintivo da classe dos samurais ou bushi.

No início do período Tokugawa, o xogum realizou o recolhimento de todas as armas do país, deixando-as apenas para a classe dos bushi. Portar as duas espadas era sinal de poder e status da classe samurai nesse período que vai até o ano de 1876, quando foi instituída uma lei proibindo aos samurais o uso de espadas, promovida pelo Imperador Meiji. O novo regime que procurava unificar e reestruturar o Japão, concentrava-se na modernização do país, e os samurais perderam seus privilégios como o de carregar as duas espadas. Isso decretaria o fim da classe samurai. Ainda assim as espadas eram fabricadas e a maior parte delas eram usadas em cerimônias xintoístas, até que foram proibidas pelos Estados Unidos, de serem usadas e fabricadas, após a Segunda Guerra Mundial, quando foram destruídas cerca de 5 milhões de lâminas. Os americanos temiam essas armas e em 1953, foi suspensa a proibição da posse da espada.

Hoje a fabricação de espadas é controlada pelo governo japonês. Os forjadores devem ser registrados e para se tornar um, é preciso ser aprendiz de outro forjador por um determinado espaço de tempo. Além disso, o número de espadas fabricadas por cada cuteleiro é limitado. Dessa forma, hoje são produzidas lâminas com beleza e qualidade tão boas ou melhores do que as usadas pelos guerreiros samurais no antigo Japão.